Paris de nos rêve

Paris foi simplesmente excelente! A cidade é maravilhosa, minha companheira Nana, então, nem se fala!

Antes de falar do glamour, da beleza, do astral, do brilho da cidade, umas pequenas coisinhas que ficarão na memória, mas que de forma alguma estragaram a viagem, eu diria até que acrescentaram à viagem! Algumas delas para crescer e outras simplesmente rir para não chorar…

  • Regra de convivência nº 1 de albergue: tomar banho ou, pelo menos, não ter odores desagradáveis
  • Regra de convivência nº 2 de albergue: não roncar
  • Regra de convivência nº 3 de albergue: se não sabe dormir num beliche, NÃO DURMA, de verdade, um cara caiu DUAS vezes do beliche à noite, em noites diferentes!
  • Cuidado com os pombos! Sim, fomos – desculpe a expressão – cagadas por pombo em plena Galerie Lafayette, pura classe!
  • Se seu cartão for engolido pelo caixa eletrônico, volte no dia seguinte e fale com pelo menos dois atendentes, porque sim, falei com uma que me disse para fazer X, quando fui fazer X, era outra atendente e disse que tinha que fazer Y. Resultado: quem ficou sem cartão fui eu. E, claro, justo na semana que Dilma aumentou o IOF, porque eu sou sortuda assim!
  • A alta costura em Paris é famosa porque a “baixa” costura lá vai de mal a pior… É só caminhar pela Boulevard Voltaire, ou, como Nana carinhosamente apelidou, Bom Retiro de Paris.
  • DICA DE AMIGA: se no site do seu albergue não tiver foto do banheiro, NÃO FIQUE. Deve ter um motivo e, acredite, você não irá querer saber quando chegar!

Dito isso, posso continuar.

Dia 1 – quinta, 24 de março de 2011: Caminhei pelas redondezas do albergue – Rue de Commerce, Place Etienne Pernet e outras várias ruas por perto – foi bom, conheci todo o local, mapeei as boulangeries e os supermercados, coisa muito útil a se fazer em Paris, é sempre bom ter um ou vários lugares que vendem pain au chocolat por perto. A Rue de Commerce é uma rua cheia de lojas, bem legal e bonitinha, perto da Torre Eiffel. Nas minhas andanças, virei em uma rua e vi ao fundo a torre (muito vulgar chamar assim, né?), ela me hipnotizou e fui até lá. Depois, já pelas oito da noite voltei ao hostel e pouco depois a Nana chegou. Saímos para jantar com um estado-unidense (sim, agora falo estado-unidense porque não aguento eles se apresentando como americanos aqui – sou chata, eu sei) ali perto:  um croque monsieur para inaugurar a estadia!

La tour

Dia 2: La Tour Eiffel! Vale a pena subir, a fila é GIGANTE! Então, façam como nósfizemos e comprem uma oferta que dá direito a almoço no restaurante da torre (não o Le Jules Verne – podem ir tirando o cavalinho da chuva), subir à torre e passeio no Sena, sem fila!! Tudo bem que só fizemos porque recebemos uma oferta muito boa e saiu a metade do preço para nós duas. Mas se você não for estudante quebrado, vale a pena, o almoço é ótimo, tem entrada, prato, sobremesa e bebida e o fato de não pegar fila é algo maravilhoso, acreditem! Passamos o dia lá, vendo Paris de cima, todos os ângulos da Torre Eiffel – de cima e de baixo – vendo o Senna e a noite voltamos para o passeio de barco e para caminhar pelos jardins. Tudo isso com o Rick, o estado-unidense que conhecemos. Vou me abster de falar dele aqui publicamente porque quero tentar ser o mais politicamente correta possível.

Dia 3: Jardim de Luxemburgo, Boulevard St. Michel, St. Germain, Batofar. Saímos no hostel e fomos até a Galerie Lafayette do lado sul do Sena, onde os franceses frequentam mais, a não famosa e não turísitca. Fizemos tudo a pé, andamos Paris toda, mas tem jeito melhor de conhecer uma cidade? De lá seguimos ao Jardim de Luxemburgo, também a pé, onde fizemos um picnic delicioso com o Wez – canadense que conhecemos no hostel. Nada como um picnic em Paris! Ir a uma boulangerie comprar um pão, passar no mercado e comprar bire, harissa, framboesa e cookies, nossa, delícia! Sem contar que achamos uma loja de comida (?) muito legal, que faz bouchées de todos os

Le picnic

sabores, doces e salgados, de risoto de queijo, de funghi, de bolonhesa, de tudo! E a um excelente preço! A Boulangerie de Brasília também tem, mas só o doce, é aquele copinho, sabe? Depois do nosso almoço, fomos andando a St. Germain, passando pela Bld. St Michel, onde fica a Sorbonne e onde é um dos lugares muito legais para se sair em Paris, bar ou café! Tínhamos a missão de encontrar um salto alto para a balada da noite com outros brasileiros – gente finíssimas, estão de intercâmbio como eu –  que conhecemos no hostel. Nisso, demos na Bld. St. Germain, acho que dispensa descrições, né? Lá é ótimo! Nos apaixonamos por uma rua chamada Rue de Buci, que rua linda e legal, cheia de cafés e bares, agitada, descolada, muito legal! Inclusive fomos a um café super hype, o Germain Cafe, sem saber, a vontade de sentar bateu e a chuva chegou, entramos, muito legal! Preço meio salgado, mas um cafezinho é acessível. Voltamos – agora sim de metrô! – ao hostel, onde nos arrumamos e seguimos para a Batofar, uma boite num barco em Paris, a balda: mais ou menos. A companhia: muito boa – Nana, os outros brasileiros que conhecemos, Mônica, Marina e Rodrigo, e um francês que vive em Paris amigo da Marina, o Romain. E, não, não precisava de salto. Atenção a quem enjoa: é um barco, está ancorado, mas balança, digamos que não é necessário beber para dar umas cambaleadas na pista de dança…

Dia 4: Planejamento inicial: ir ao D’Orsay. Imprevisto: cartão engolido pela máquina no meio do caminho. Voltei, mandei uns e-mails, fiz umas ligações, fiquei super feliz, mas superei e fomos andar mais pela “vizinhança”. O que fizemos: Museé de Quai Brainly, Trocadero e redondezas. Vê a Torre Eiffel nunca é demais… A chuva atrapalhou um pouco as caminhadas pelas ruas acima do Trocadero, Boulevard Victor Hugo, Boulevard Haussman e ruas menores no meio. O museu é super legal e tem um mediateca excelente (e pública)!

Dia 5: Notre Dame, Rue de Rivoli, Ile de France, Hôtel de Ville, Champs-Elyseé, Galerie Lafayette. Planejamento inicial: ir a Versailles, mas fecha na segunda, anotem isso!! Sem problemas, essa é a beleza de se ter vários dias! Fomos – adivinhem! – caminhar pela cidade!

Uma das razões dos meus quilinhos a mais, hehe - jardins atrás da Notre Dame

Dia 6: Museé de Armes (só por fora) e todos os monumentos e grandes edifícios à beira do Sena até chegar no D’Orsay. Seguimos depois ao Bld St. Germain (por algum motivo, adoramos essa vizinhança, hehe!) até o Pantheon e depois à Rue Muffetard para jantar com a Sussan.

Museé de l'Armées

Dia 7: Louvre, que fomos à pé, como tudo, ou seja, passeamos por várias ruas lindas. À noite: barzinhos na Rue Muffetard com o francês – Romain – que conhecemos no sábado e outros brasileiros do hostel.

Dia 8: Bastilha e coisas de moda com a Nana, agora sou muito entendedora dos negócios da moda. Gente, é muito maior que pensamos! E muito mais pra economia e administração, do que “roupas para que te quero!”. A indústria textil, seus processos de fabricação e sua arte é realmente algo interessantíssimo, fica a dica para a galera dos blogs de moda: escrevam sobre isso e não só sobre looks! Fim da tarde: lanchinho na Ladureé, temos muita classe!

Eu acho que ser desastrada em Versailles só pode ser um charme...

Dia 9: hostel novo, da água para o vinho não é suficiente para explicar a melhoria !Versailles com o Renato, paulista que conhecemos no albergue e recém-amigo e Graham, único britânico nascido na cidade em que a Nana estuda, hehehe. À noite: bar na Muffetard (lá é O lugar para estudantes e para ir aonde os franceses “normais”- não Champs-Elyseé – vão) com o Romain.

Dia 10: Montmartre – Sacre Couer e Moulin Rouge. Montmartre é a região, é linda! Adoramos as ruas! Abesses está no coração, hehe! Enquanto a Sacre Coeur está cheia de turistas, de vendedores ambulantes e de pessoas com abaixo assinado da “Unicef” (ler abaixo), Montmartre não é tão cheio de turista, claro que tem, dou um prêmio a quem for a algum lugar de Paris e não achar um turista (ok, talvez Bld Voltaire, que Nana carinhosamente apelidou de Bom Retiro)! Tem um astral muito legal, recomendo mesmo que caminhem pela região.

Sacre Couer

Dia 11 – 3 de abril: volta. Saímos cedinho, a Nana às 7 e eu às 8 da manhã. Cansaço!!!

Agora sobre os abaixo assinados da Unicef, gente, de verdade, onde já se viu abaixo assinado que paga, com contribuição mínima de 2 ou 5 euros e só acontece em lugares mega turísticos? Ainda por cima com xerox muito mal feitas e sem nenhum tipo de informação adicional do programa para o qual estão arrecadando fundos. Sem contar que não é assim que a Unicef arrecada fundos… Então, por favor, vamos não colaborar com essas pessoas. Se querem pedir ajuda, esmola, pode até incomodar, mas vai, agora usar causas nobres (a maioria era ajudar criança surda e muda) para conseguir dinheiro em benefício próprio, é demais!

A torre Eiffel e a Sacre Couer são cheias dos vendedores ambulantes, e surpreendentemente [ironia] nenhum é francês! É, galera, os imigrantes, em geral, não desempenham tarefas que os naturais do lugar fariam e ainda assim a xenofobia não para de crescer… Dizem que polui a cidade, nisso tenho que concordar, é chato demais, seja em Paris, seja aqui nas Ramblas ou Parc Guell ou nas ruas de Brasília (não são imigrantes de outros países em Brasília, mas de outras regiões do país, e o preconceito acontece também), mas o buraco é mais embaixo e daí para a xenofobia é um salto incrível.

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Uma resposta para Paris de nos rêve

  1. Nine disse:

    Ameeeeeeeeeei o post de Paris x)!!! Mtaaaaaaaaaa vontade de estar aí, viajando com vcs.. Logo, logo estarei \o/! kkkkkkkkkk Agora prima, fiquei MOOOOITO curiosa, o q o “americano” fez de tão ruim??? hahahaha me manda por msg no face! hahahaha

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